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Em 2015, o belga Stromae transformou a Cidade das Artes em pista de dança
O Back2Black Festival 2015 deixou saudades. Palestras, debates, entrevistas e 14 shows fizeram a cabeça da galera que compareceu em massa à Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Confira um resumo das apresentações musicais que rolaram nesse fim de semana inesquecível.
O Palco Rio começou com o pé direito, recebendo o mestre Linton Kwesi Johnson num show que misturou poesia, política e muito ritmo. Ao lado da Dennis Bovell Dub Band, LKJ emocionou o público e alertou sobre a violência que impera nas periferias dos grandes centros urbanos.
Abrindo o Palco Cidade, Dughettu cativou o público com sua voz poderosa e muito suingue. Em seu Instagram, Dughettu definiu a noite como ‘magia negra’.
“Essa noite no festival Back2Black foi isso. Pura magia negra. Um bando de gente na mesma vibe. Magia que não se definiu pela cor da pele, pela região da cidade, pelo estilo de roupa ou pela crença religiosa. Essa magia se definiu por emoção, por inspiração”, disse o rapper carioca.
Um dos shows mais esperados da primeira noite, o Planet Hemp jogou fumaça pro alto com uma apresentação empolgante. A festa começou com “Legalize Já” e manteve o respeito lá em cima com clássicos como “Dig Dig Dig Hempa”, “Zerovinteum” e “Quem tem seda?”.
Do outro lado da Cidade das Artes, Karol Conka mandou ver em rimas fortes e ritmo frenético, comandando uma verdadeira gandaia e tombando tudo no Palco Cidade. Com estilo único e muita atitude, a rapper curitibana contagiou o público.
Damian “Jr. Gong” Marley fez todo mundo pular misturando músicas próprias e clássicos eternizados por seu pai, Bob Marley. O filho mais novo da lenda do reggae impressionou com um show repleto de emoção e grandes sucessos.
A primeira noite do Back2Black 2015 encerrou com os moleques de mola do DreamTeam do Passinho. O ritmo das favelas cariocas encontrou com os Kuduristas, bailarinos angolanos que fizeram o público ir ao delírio com muito gingado.
Com muito axé, a segunda noite do Back2Black 2015 começou com os tambores de candomblé e os metais inusitados do Alabê Ketujazz. A apresentação destacou os ritmos afro-brasileiros no Palco Cidade.
Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz iniciaram os trabalhos do Palco Rio com um novas e belas roupagens para os sucessos do pernambucano Lenine. Em uma mistura perfeita dos ritmos brasileiros, o encontro ainda apresentou a inédita “À meia noite dos tambores silenciosos”, de Lenine e Carlos Rennó, que fará parte do novo disco do cantor, “Carbono”, que estará nas lojas no final do próximo mês.
Para mostrar que Angola e Brasil têm muito em comum, Aline Frazão e Toty Sa’Med entrosaram os ritmos da Mãe África com a brasileiríssima Natasha Llerena, em um show marcado por delicadeza e beleza.
A diva beninense Angelique Kidjo levantou o público com seus grandes sucessos como “Batonga” e o clássico de Miriam Makeba, “Pata Pata”. Para finalizar uma apresentação marcada pela sua energia contagiante, Kidjo convidou um grupo de meninas da plateia para dançar ao seu lado no palco.
Ainda celebrando os ritmos africanos, a marrabenta encantou o Palco Cidade com Mingas + Wazimbo + Moreira Chonguiça. A alma do povo moçambicano fez todo mundo dançar ao melhor estilo “dois pra lá e dois pra cá”. Os mestres de Moçambique ainda tiverem o auxílio valioso das dançarinas que encantaram a plateia.
Logo em seguida, a homenagem ao Rio de Janeiro trouxe um timaço para celebrar os 450 anos da Cidade Maravilhosa. Alcione, Fernanda Abreu, Mart’nália, Xande de Pilares, Gabriel Moura e a fadista Raquel Tavares reservaram grandes surpresas. O fim do show foi marcado pela bela homenagem ao arranjador Lincoln Olivetti, falecido recentemente.
Ludmilla puxou seu bonde no Palco Cidade com hits próprios como “É Hoje” e “Te Ensinei Certin”. O baile funk ficou completo com versões de Anitta e Valesca Popozuda. Fã assumida de Beyoncé, a caxiense que não é de caozada mostrou que é dona de um vozeirão ao cantar “Halo”.
Uma das atrações mais aguardadas do Back2Black 2015, Stromae impressionou pela criatividade e fechou a sexta edição do festival cumprindo o que prometeu: transformar a Cidade das Artes numa enorme pista de dança. O belga brincou com o público, arriscou no português e fez a alegria da galera com sucessos como “Alors on Danse” e “Papaoutai”. Com uma apresentação bastante teatral, Stromae contou com a presença de sua banda cheia de estilo, composta por quatro rapazes uniformizados de cinza com chapéu coco e meias até os joelhos.
Queremos agradecer enormemente a todas e todos que tornaram possível a realização do Back2Black 2015. E, claro, ao público que curtiu ao máximo tudo que preparamos com muito carinho para esta edição. Foi incrível curtir essa energia com todos vocês. Muito obrigado a todo mundo que pulou, cantou, brincou, dançou e se emocionou com a sexta edição do maior festival de cultura negra do país. Vocês são demais <3
Vida longa ao Back2Black!

